quarta-feira, 28 de maio de 2008

As Cores


Quando me lembro dela, vejo uma longa lista de cores, mas são as três em que a vi em carne e osso que têm mais ressonância. Vez ou outra, consigo flutuar muito acima daqueles três momentos. Fico suspensa, até que uma verdade séptica sangra para a claridade.
É aí que as vejo numa fórmula.
Elas caem umas sobre as outras. A assinatura rabiscada em preto sobre o branco global ofuscante, em cima do vermelho espesso de sopa.
Sim, lembro-me dela com freqüência e , num de meu vasto sortimento de bolsos, quardei sua história para contar. É uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena.




MARKUS ZUSAK