Ela prefere a noite. Só ela e o nada, e ninguém ao redor só um caneta e um papel. Escrevendo as paranóias, não sabe se é assim que deve se referir. No papel os sentimentos, as compaixões, as dores, os devaneios. Tentando encontrar uma verdade entre as mentiras, mas ver tudo turvo e nada se esclarece nada se resolve.
Disseram que luz era o mais adequado pra ela tentar ver a verdade pra que nada ficasse turvo como antes, pois ela precisava ver que nem tudo no mundo é feito da verdade.
Sim, decidiu ver o dia o claro que a incomodava e com os olhos entre abertos, tentava abrir aos pouco. Não sabia se era a melhor coisa que devia fazer.
Ao ver que lá fora onde à verdade. Verdade não da sinceridade e sim de tudo que te falaram, das vidas que ali existia, das pessoas que ali morrerão das que estavam morrendo, de todas as espécies que lutavam pra sobreviver. Ela desistiu do papel, da caneta, dos seus sentimentos, dos seus devaneios, das dores, das compaixões e do pingo de alegria que estava começado a existir dentro de si. O que li restou foi só o limite:
A morte!


